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quinta-feira, 8 de março de 2012

Um anúncio da caixa mágica que ficou.

Há coisas que vemos na caixa mágica e que nos marcam. Três coisas fazem deste anúncio um dos que ficou na minha memória (e considerado um dos melhores de sempre): - as bolas saltitantes da nossa infância (o que eu fazia por ter aquelas bolas!) - uma cidade que tenho/preciso/quero visitar - uma música sublime. (Mas não me fez comprar a televisão :p)

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

É a Saudade...

... que me prende a Portugal, esse sentimento especial (nostálgico, agudo e desconcertante por vezes) escrito numa única palavra (muito Portuguesa, pelo que dizem).


... mas já chega...

domingo, 12 de fevereiro de 2012

É o Amor, Sr. Valentim

Não conseguimos chegar a uma definição única. Nunca chegaremos. Nem faria sentido, perderia o encanto. 

Não faz mal porque o facto de cada um de nós o sentir de maneira diferente e de termos conceitos diferentes é que torna essa palavra tão concreta e ao mesmo tempo tão indefinível e tão carismática. Mas isto não nos impede de fazermos juízos injustos aos outros quando dizem que amam: porquê, tens a certeza, cuidado, não deve ser amor, deve ser só paixão, etc etc, coisas que se dizem...

Para quê isto? digo eu. Não basta apenas ouvir aquilo que o outro sente (porque se resume "apenas" a isto, é um sentimento, não uma equação matemática) sem termos que, num acto de puro egoísmo e incompreensão, olhar para nós mesmos numa tentativa de relacionar o que ouvirmos com a nossa própria experiência, com o que alguma vez sentimos ou vivemos para encontrar um padrão, uma semelhança para servir sustento para a nossa opinião (conselho!?) ao outro?

Sentir. Apenas isso. Não há que questionar porquê. Não vale a pena. Deixai-os amar, sentir, errar, corrigir, viver.. é para isso que a vida serve.




domingo, 5 de fevereiro de 2012

De volta às grandes bandas sonoras

Não dá, não dá para ficar indiferente a este clip que aparece no filme de David Fincher (este grande mestre do cinema), The Girl With the Dragon Tatto (ou melhor, Os Homens que Odeiam as Mulheres, que é a correcta tradução do título do livro sueco para português, raio dos americanos que traduzem tudo para o que lhes apetece :p) na sequência inicial do título do filme.


Para além de ser completamente a alucinado, marado, tresloucado mas visualmente incrível, tem por detrás uma música excelente, composta e interpretada por artistas que eu gosto imenso e que onde tocam tudo se transforma num delírio artístico. Trent Reznor (e Atticus Ross) e com a voz da vocalista dos Yeah Yeah Yeahs, Karen O., tornam esta cover dos Led Zeppelin, "Immigrant Song", numa malha de se lhe tirar o chapéu. Já há muito tempo que não via uma música de início de um filme tão poderosa. Talvez as que me marcaram mais foram as dos filmes Matrix (se bem que não me lembro exactamente se havia música inicial mas a banda sonora é potentissíma) e dos filme James Bond (aqui sim, sempre músicas incríveis no início e que ficaram para a posterioridade, tais como as músicas de Tina Turner e Garbage, por exemplo, ainda na era Pierce Brosnan). 

É assim, não há discussão, os grandes filmes têm sempre grandes bandas sonoras.

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Hurt

"And you can have it all." 

Depois de ter visto o filme Walk the Line há uns anos atrás fiquei fascinado por este artista, Johnny Cash. Interpretações no à parte (excelentes excelentes) fiquei rendido à sua paixão pela June, ao seu talento e à sua energia (e à sua loucura).

Um homem de coração despedaçado mas que conseguiu encontrar-se no tempo e no espaço com o seu destino, preencheu o vazio que sentia desde que a viu. E desde então o puzzle ficou completo, o mundo acabou por fazer sentido e a vida teve um propósito. Mas June morreu antes, e a dor sente-se na voz quando canta esta bela versão de uma música dos Nine Inch Nail's, "Hurt".


E quem me dera poder presenciar amores como este nos dias que correm e poder ouvir mais músicas como esta, que têm tudo, tudo o que se espera de uma música: que nos toque e se sinta o que se canta.

quarta-feira, 31 de março de 2010

Efeito Summer


"This is a story of 'boy meets girl'", o narrador diz, terminando o seu discurso introdutório do filme (500) Days of Summer com "This is not a love story, this is a story of love".

Não sabia bem do que este filme tratava antes de o decidir ver. Apenas sabia que, por alguma boa razão, estava nomeado para melhor filme na categoria de comédia/musical dos globos de ouro deste ano. Ahh, e depois vi que também esteve presente no festival de Sundance (palavras para quê) de onde saem sempre grandes malhas. E este não foge à regra!

No outro dia, mesmo antes de começar uma nova semana de trabalho, vejo este filme que ficou na minha cabeça e certamente que ficará durante muito tempo como um dos meus favoritos no estilo. Não é um conto de fadas nem uma comédia romântica pirosa. É actual, jovem, carismático, divertido e... que nos toca e com o qual nos identificamos. A história cativante, muito bem contada e despretensiosa em torno da ligação entre as duas personagens principais com desejos antagónicos. Existem certezas e dúvidas sobre todos aqueles sentimentos cuja definição não está nos compêndios, existe a raiva pelos greeting cards e até existem as idas ao IKEA (onde é que eu já vi isto). Não costumo querer rever filmes (há tantos para quê perder tempo com os que já estão vistos... mas este veio abalar esta teoria) mas este fez mexer o meu braço, mão e dedo que queria carregar de novo no play. E a banda sonora? Magistralmente adaptada ao filme, com a senhora Regina Spektor em grande destaque (e a tão badalada esposa do presidente Sarkozy) com músicas brilhante para mim como a Hero e a Us.


Este é, provavelmente, o post mais "rábiló" que escrevi... mas que se lixe.

domingo, 28 de março de 2010

Noite de Nouvelle Vague

Não, não senti, à saída o "Ahh, que espectáculo!" depois de ter assistido ao concerto dos Nouvelle Vague no Centro Cultural Olga Cadaval, na passada 6ª feira. Gostei só um bocadinho assim... É pena porque têm músicas tão engraçados! Para mim o concerto resumiu-se numa das vocalistas a tentar passar a ideia que ela é uma cantora cheia de energia (tresloucada?) e nas suas incursões pelo mundo histérico, apesar da sua voz doce.



E depois a ânsia em pegar no público e pô-lo a fazer algo, bater palmas, cantar, levantar, etc, coisa que eu não percebo (a não ser pelo grande medo de adormecer o preguiçoso e tímido público.) Não serão atitudes normais e naturais do público que está a gostar do que está a assistir? Sim! Então por que é que se impõe? Só queriam forrobodó! E depois o facto de pegarem (e abusaresm) em covers para puxar, novamente, pela interacção do público, como se as suas músicas originais não fossem boas... bahhh. Not good!


quinta-feira, 25 de março de 2010

Mayra

Até ao dia 1 de Agosto de 2009 não conhecia Mayra Andrade. Nesse dia foi-me oferecido o novo álbum desta cantora e eu, que já não recebia um CD original há anos (mas também não faço downloads ilegais, nem pensar, qual menino bem comportado), entrei em êxtase por tirar o celofane de um CD novinho em folha.



E que maravilha de música aquele CD escondia! Como consequência, fui ao concerto no Centro Cultural Olga Cadaval, em Sintra, há umas semanas e gostei bastante! No fim, como seria de esperar, o pessoal já estava de pé a dar à anca ao som das músicas mais mexidas.

quarta-feira, 17 de março de 2010

Florence and the Machine

Não sei como é que eu perdi o concerto de ontem na Aula Magna dos Florence and the Machine... não me posso descuidar um bocadinho... com sorte ainda vêm a alguma festival de Verão. Isso é que era...