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domingo, 12 de fevereiro de 2012

Amor e Pieguice

Parece que podem estar de mãos dadas estas duas palavra. Depois do nosso brilhante e ilustre (e insensível quanto baste) primeiro ministro (eu sei que é com letra maiúscula mas nesta terra não há políticos, dos "partidos de gravata", que mereçam ser tratados com maiúscula) Passos Coelho ter dito esta brilhante frase, que temos que ser menos piegas, lembrei-me logo na associação que essa palavra tem com todas as formas de mau tratamento do ser humano (por exemplo, nos tempos da escola).

Oh meus amigos. É claro que podemos ser piegas, faz parte. Sejamos piegas mas unidos, contra os que nos dizem para não o ser. Em primeiro, é um país democrático e eu se quiser ser piegas sou e acabou. Quando os "não piegas" forem afastados (não sei porque é que esses "não piegas" andam sempre com carradas de seguranças e polícia atrás..), quero ver o que é que eles dizem de quem é a culpa (porque parece que há sempre culpados para tudo...) e depois.... por favor, não sejam piegas.

Ah, mas a relação disso com o amor? É esta notícia do Inimigo Público:

Passos Coelho acaba com a celebração do Dia dos Namorados para tornar os portugueses menos piega.

;)

domingo, 8 de janeiro de 2012

2012

Ano Novo, Template Novo. No blog, não na vida. 

Não é assim, não é depois das doze badaladas que mudamos a nossa vida, a nossa maneira de pensar, a nossa forma de estar na vida e com os outros. Não é na urgência da passagem de ano que tudo se resolve, que tudo muda. O que mudou desde esse momento? Teria de mudar, assim, com um simples escalar dos dedos (ou um gole no flute do champanhe/champomi)? Levamos a vida como se não tivéssemos tempo para pensar nela e não é no meio de passas (a fruta, claro) e de champanhe que temos um vislumbre revolucionário sobre os nossos objectivos de vida (ou serão objectivos de curta duração?). 

Nunca entendi bem a necessidade do ser humano de comemorar como se não houvesse amanhã a passagem para um novo ano. Pelo que dizem, até nem haveria motivos para festejar a entrada de 2012. Cortes, austeridade, crise, etc, etc, etc. Afinal, a palavra esperança também está na cabeça dos portugueses, segundo a votação para a eleição da palavra do ano 2011. Acho que sempre esteve. Neste momento, será esta que aparecerá mais vezes no pensamento, por entre as brumas das depressões, desesperos, angústias? De uma coisa tenho a certeza: o país precisa é de fogo de artifício! (humm.... mas não é isso que tem havido todos os dias na nossa sociedade, melhor, na nossa política que teima em focar-se naquilo que não é o mais importante? Estamos tão habituados a isso que já nem ligamos.)

E que 2012 seja o um ano inesperadamente maravilhoso para todos! (nem que seja para calar os 163427 convictos experts em prognósticos/previsões de coisas imprevisíveis - a semelhança aos bruxos não é coincidência).