sexta-feira, 23 de abril de 2010

Jim Rules!

Bem, lá terei que fazer a tal pergunta: será que abordar o assunto da homossexualidade está na moda? Está a ficar gasto, meus senhores, ainda não viram? Já passou a época da novidade, já não é uma coisa nova, isso do out of the closet. Estamos a chegar perto do limite de overdose em relação a este assunto.

Mesmo sendo um assunto exaustivamente debatido e abordado no cinema, há certas pessoas que o tornam sempre diferente e atractivo. Desta vez, e depois do completo falhanço de Sacha Baron Cohen em "Bruno" (epah aqui não há ponta onde se lhe pegue!), é o brilhante Jim Carrey que agora vem com uma nova pérola da comédia, "I Love You Phillip Morris". Com a sua soberba comédia física, de certeza que este filme vai fazer-me sair do cinema de lágrimas nos olhos de tanto rir. Não houve nenhum filme em que ele me desiludiu. Para mim o actor mais versátil da sua geração na área da comédia.

É arriscado resumir e dizer que é uma comédia romântica homossexual baseado numa histórica verídica e personagens reais?



Ok, ainda só vi o trailer e ouvi uns comentários na blogosfera mas... isto promete.

quarta-feira, 21 de abril de 2010

Pessoa

Não escondo o meu encanto por tudo o que Fernando Pessoa escreveu. A Mensagem é sublime e ler cada página desse livro é como entrar numa outra realidade. Para mim, o maior génio da literatura portuguesa, sem dúvida alguma. Mas como é óbvio, o livro está ali na prateleira para ser acabado de ler (algum dia vai ser?). Talvez um dia o acabe (será que quero?).



"Posso ter defeitos, viver ansioso e ficar irritado algumas vezes, 
mas não esqueço de que minha vida é a maior empresa do mundo. 
E que posso evitar que ela vá à falência. 
Ser feliz é reconhecer que vale a pena viver, 
apesar de todos os desafios, incompreensões e períodos de crise. 
Ser feliz é deixar de ser vítima dos problemas 
e se tornar um autor da própria história. 
É atravessar desertos fora de si, 
mas ser capaz de encontrar um oásis no recôndito da sua alma. 
É agradecer a Deus a cada manhã pelo milagre da vida.
Ser feliz é não ter medo dos próprios sentimentos. 
É saber falar de si mesmo. 
É ter coragem para ouvir um "não". 
É ter segurança para receber uma crítica, mesmo que injusta. 

Pedras no caminho? Guardo todas, um dia vou construir um castelo... "

Fernando Pessoa

E viva o absinto e o ópio e essas coisas todas!! :)

quarta-feira, 31 de março de 2010

Efeito Summer


"This is a story of 'boy meets girl'", o narrador diz, terminando o seu discurso introdutório do filme (500) Days of Summer com "This is not a love story, this is a story of love".

Não sabia bem do que este filme tratava antes de o decidir ver. Apenas sabia que, por alguma boa razão, estava nomeado para melhor filme na categoria de comédia/musical dos globos de ouro deste ano. Ahh, e depois vi que também esteve presente no festival de Sundance (palavras para quê) de onde saem sempre grandes malhas. E este não foge à regra!

No outro dia, mesmo antes de começar uma nova semana de trabalho, vejo este filme que ficou na minha cabeça e certamente que ficará durante muito tempo como um dos meus favoritos no estilo. Não é um conto de fadas nem uma comédia romântica pirosa. É actual, jovem, carismático, divertido e... que nos toca e com o qual nos identificamos. A história cativante, muito bem contada e despretensiosa em torno da ligação entre as duas personagens principais com desejos antagónicos. Existem certezas e dúvidas sobre todos aqueles sentimentos cuja definição não está nos compêndios, existe a raiva pelos greeting cards e até existem as idas ao IKEA (onde é que eu já vi isto). Não costumo querer rever filmes (há tantos para quê perder tempo com os que já estão vistos... mas este veio abalar esta teoria) mas este fez mexer o meu braço, mão e dedo que queria carregar de novo no play. E a banda sonora? Magistralmente adaptada ao filme, com a senhora Regina Spektor em grande destaque (e a tão badalada esposa do presidente Sarkozy) com músicas brilhante para mim como a Hero e a Us.


Este é, provavelmente, o post mais "rábiló" que escrevi... mas que se lixe.

segunda-feira, 29 de março de 2010

The Working System

No outro dia encontrei esta imagem no blog thedailywh.at e pensei "Era isto que me faltava para explicar o que sinto em muitos dos meus dia de trabalho."




domingo, 28 de março de 2010

Noite de Nouvelle Vague

Não, não senti, à saída o "Ahh, que espectáculo!" depois de ter assistido ao concerto dos Nouvelle Vague no Centro Cultural Olga Cadaval, na passada 6ª feira. Gostei só um bocadinho assim... É pena porque têm músicas tão engraçados! Para mim o concerto resumiu-se numa das vocalistas a tentar passar a ideia que ela é uma cantora cheia de energia (tresloucada?) e nas suas incursões pelo mundo histérico, apesar da sua voz doce.



E depois a ânsia em pegar no público e pô-lo a fazer algo, bater palmas, cantar, levantar, etc, coisa que eu não percebo (a não ser pelo grande medo de adormecer o preguiçoso e tímido público.) Não serão atitudes normais e naturais do público que está a gostar do que está a assistir? Sim! Então por que é que se impõe? Só queriam forrobodó! E depois o facto de pegarem (e abusaresm) em covers para puxar, novamente, pela interacção do público, como se as suas músicas originais não fossem boas... bahhh. Not good!